Olá, Biomed’s!
Temos como post de hoje, a segunda entrevista do projeto “Rotina da
Biomed na UFRJ”.
Como já sabem, esse projeto tem o intuito de mostrar de forma
mais direta sobre a rotina dos estudantes nos laboratórios e no intercâmbio,
aguçando a curiosidade dos calouros e veteranos com as várias linhas de
pesquisa e conhecimentos que os laboratórios da UFRJ e das universidades do
exterior proporcionam à nossa vida acadêmica.
O segundo entrevistado é Douglas Bandeira, Biomed do 7º período, que vai
compartilhar sua experiência do programa Ciências sem Fronteiras na
Universidade de Windsor. Um ponto interessante dessa entrevista é que as perguntas são dos próprios Biomed's, dando a oportunidade de tirar suas dúvidas em relação a essa oportunidade do programa de intercâmbio/graduação sanduíche do Governo Federal.
Segue abaixo a entrevista!
ROTINA: Para qual universidade você foi selecionado? Qual a
motivação por escolher essa universidade?
DOUGLAS: Eu fui selecionado pela
University of Windsor. O motivo pelo qual eu selecionei essa Universidade foi
por esta oferecer o curso de Ciências Forenses. Outros fatores também foram
importantes, como a localização da universidade, que fica na Fronteira dos
Estados Unidos- Canada, então eu posso transitar tranquilamente entre os dois
países.
ROTINA: Quando você começou o intercâmbio? Nesse período, o
que mais sente falta do Brasil?
DOUGLAS: Comecei meu intercambio em janeiro desse ano. Desde
então, o que mais sinto falta do Brasil,
além de familiares e amigos, de fato é a comida, do arroz e feijão
claro, mas esses você ainda consegue achar nos mercados. As coisas que eu não
imagina, por serem tão simples, são as que mais eu sinto falta, como pão de
queijo, pastel, coxinha... Essas coisas só o Brasil tem, e acredite em mim, faz
uma falta grande!
ROTINA: Para essa universidade, quais foram os requisitos
mínimos para ser selecionado?
DOUGLAS:
Para
a universidade que eu escolhi, University of Windsor, e acredito que para todas
as outras, o que é levado mais em consideração é o TOEFL principalmente, se
tens reprovação e o CR, acredito que nessa ordem. O CR, no meu caso, não foi
tão importante para a minha aceitação, agora o TOEFL acredito que tenha sido o
mais importante.
ROTINA: Como vem aproveitando o esquema mais
flexível de escolha de disciplinas? Se está conseguindo adquirir conhecimento
mais multidisciplinar do que a gente tem aqui?
DOUGLAS:
No meu ultimo semestre, eu
escolhi matérias que para mim foram bastante interessantes, e que eu não teria
a chance de fazer elas na UFRJ, como Neurobiologia comportamental e Biologia
Regenerativa e doenças. No meu caso, que estava no 7 período quando comecei o
intercambio, não tinha muitas matérias faltando para completar a grade. Então,
estou procurando fazer aqui as matérias que mais me agradam e que eu sei que
não terei a chance de fazê-las no Brasil.
ROTINA: Quais os pontos negativos do
programa? Se a bolsa oferecida pelo programa é suficiente para se viver, ou a
pessoa precisa gastar o próprio dinheiro, quais os pontos fracos do sistema de
ensino que ela está vivendo por lá, etc...
DOUGLAS:
Um dos pontos negativos, mas acredito
que é mais da faculdade no Brasil do que o programa em si, e que por algumas
grades serem diferentes, como no nosso curso biomedicina que temos uma grade
bem particular, é que você não pode aproveitar o programa contando que esse ano
vai ser relativo a um ano no Brasil. A verdade é que a grade das disciplinas
aqui são diferentes da grade da UFRJ, então muito provavelmente você terá que
cursar pelo menos um ano a mais para terminar a sua graduação. Fora isso, eu estou gostando muito do
Programa. O dinheiro que o CNPq oferece é suficiente para você sobreviver (acredito
que bem), podendo gastar com lazer e outras coisas como pequenas viagens, só
depende de como você administra o dinheiro que você recebe. Não vejo falhas no
sistema de ensino aqui, pelo contrário, acho que o Brasil deveria adotar um
ensino semelhante.
ROTINA: A carga horária semanal das
matérias da sua faculdade é diferente das da UFRJ? Se sim, você Poderia
comentar como essa diferença de carga de aula ajuda no processo de ensino? O
ensino é integral? Existe horário para estágio ou outras tarefas fora de sala
de aula?
DOUGLAS: A Carga horária das matérias aqui
é bem diferente. Geralmente, cada matéria tem 3 horas semanais divididas em
dois dias, algumas matérias têm aula de laboratório que duram 3 horas uma vez
por semana, e o máximo de matérias que você pode escolher são cinco. Apesar de temos menos horas de aula, quase
sempre há uma atividade para casa, o que chamaríamos de ED e Relatórios, o que
é bom, pois faz com que você esta sempre estudando, o que resulta em melhores
notas no final do período. Quanto a tempo livre para fazer outras atividades,
com certeza, no meu caso eu só tive matérias de manha, o que me deixava com as
tardes livres para fazer o que quisesse, sem contar o tempo que eu não perco no
trânsito aqui.
ROTINA: Sobre as aulas em outro idioma
são de fácil compreensão?
DOUGLAS:
Para
chegar aqui no intercambio e ir direto para aulas, você precisa ter um nível
mínimo recomendado estabelecido pela universidade, caso você não o tenha, seu
primeiro período aqui será estudando inglês. No meu caso, eu fui direto para as
aulas e não tive problemas quanto a compreender o que os professores estavam
passando.
ROTINA: Como é a infraestrutura e o oferecimento de material
para estudo (bibliotecas, sala de estudo, internet, etc)?
DOUGLAS: A infraestrutura sem dúvida é
muito boa. A biblioteca é gigante, com acesso a computadores para realização de
trabalhos, scanners, impressoras e copiadoras para o uso dos alunos, com salas
de estudos e locais para leitura em todos os andares e temos acesso a internet
em qualquer lugar do campus, desde as salas de aula, refeitórios e academia.
ROTINA: Como é a chegada, busca por
moradia e ambientação nos primeiros dias? Como é a acomodação? Demora muito para
se acostumar? Como os alunos brasileiros são tratados?
DOUGLAS: A chegada aqui foi meio um
choque. Primeiro, porque o clima é bem diferente. Sai do Rio de Janeiro em
pleno verão e cheguei aqui no Canada, - 10 graus célsius, tudo coberto de neve.
Então, você tem o choque cultural, mas isso são coisas que muito rápido se
acostuma. No meu caso, não tive problemas em procurar moradia, pois moro no
Campus da Universidade, numa casa de estudantes com: sala, cozinha, banheiros e
quartos individuais. Os brasileiros, aqui no Canada, são muito bem tratados. Inclusive,
na primeira semana aqui no Canada, tivemos uma palestra para os alunos de
intercambio onde a palestrante falou: “Procure ser amigo de um brasileiro, eles
sabem como se divertirem”. E claro quando você fala que é do Brasil, sempre te
perguntam ‘se você gosta de futebol e do Neymar’.
Para saber mais sobre o projeto,
clique no link ao lado:
Alias, quer participar
compartilhando sua experiência aqui no Projeto “Rotina da Biomed na UFRJ”?
Envie sua inscrição no email:
rotinadabiomednaufrj@gmail.com .
Se quiser, mande perguntas para
esse email que será enviada para os
próximos entrevistados, e a próxima entrevista será uma aluna do módulo “Laboratórios”.
Quem será?




mt bom!!! deu para tiraar mts dúvidas!
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