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domingo, 9 de junho de 2013

ROTINA DA BIOMED NA UFRJ Nº 002 - DOUGLAS BANDEIRA

Olá, Biomed’s!

Temos como post de hoje, a segunda entrevista do projeto “Rotina da Biomed na UFRJ”.

Como já sabem, esse projeto tem o intuito de mostrar de forma mais direta sobre a rotina dos estudantes nos laboratórios e no intercâmbio, aguçando a curiosidade dos calouros e veteranos com as várias linhas de pesquisa e conhecimentos que os laboratórios da UFRJ e das universidades do exterior proporcionam à nossa vida acadêmica.

O segundo entrevistado é Douglas Bandeira, Biomed do 7º período, que vai compartilhar sua experiência do programa Ciências sem Fronteiras na Universidade de Windsor. Um ponto interessante dessa entrevista é que as perguntas são dos próprios Biomed's, dando a oportunidade de tirar suas dúvidas em relação a essa oportunidade do programa de intercâmbio/graduação sanduíche do Governo Federal.


Segue abaixo a entrevista!

ROTINA: Para qual universidade você foi selecionado? Qual a motivação por escolher essa universidade?
DOUGLAS: Eu fui selecionado pela University of Windsor. O motivo pelo qual eu selecionei essa Universidade foi por esta oferecer o curso de Ciências Forenses. Outros fatores também foram importantes, como a localização da universidade, que fica na Fronteira dos Estados Unidos- Canada, então eu posso transitar tranquilamente entre os dois países.

ROTINA: Quando você começou o intercâmbio? Nesse período, o que mais sente falta do Brasil?
DOUGLAS: Comecei meu intercambio em janeiro desse ano. Desde então, o que mais sinto falta do Brasil,  além de familiares e amigos, de fato é a comida, do arroz e feijão claro, mas esses você ainda consegue achar nos mercados. As coisas que eu não imagina, por serem tão simples, são as que mais eu sinto falta, como pão de queijo, pastel, coxinha... Essas coisas só o Brasil tem, e acredite em mim, faz uma falta grande!

ROTINA: Para essa universidade, quais foram os requisitos mínimos para ser selecionado?
DOUGLAS: Para a universidade que eu escolhi, University of Windsor, e acredito que para todas as outras, o que é levado mais em consideração é o TOEFL principalmente, se tens reprovação e o CR, acredito que nessa ordem. O CR, no meu caso, não foi tão importante para a minha aceitação, agora o TOEFL acredito que tenha sido o mais importante.

ROTINA: Como vem aproveitando o esquema mais flexível de escolha de disciplinas? Se está conseguindo adquirir conhecimento mais multidisciplinar do que a gente tem aqui?
DOUGLAS: No meu ultimo semestre, eu escolhi matérias que para mim foram bastante interessantes, e que eu não teria a chance de fazer elas na UFRJ, como Neurobiologia comportamental e Biologia Regenerativa e doenças. No meu caso, que estava no 7 período quando comecei o intercambio, não tinha muitas matérias faltando para completar a grade. Então, estou procurando fazer aqui as matérias que mais me agradam e que eu sei que não terei a chance de fazê-las no Brasil.

ROTINA: Quais os pontos negativos do programa? Se a bolsa oferecida pelo programa é suficiente para se viver, ou a pessoa precisa gastar o próprio dinheiro, quais os pontos fracos do sistema de ensino que ela está vivendo por lá, etc...
DOUGLAS: Um dos pontos negativos, mas acredito que é mais da faculdade no Brasil do que o programa em si, e que por algumas grades serem diferentes, como no nosso curso biomedicina que temos uma grade bem particular, é que você não pode aproveitar o programa contando que esse ano vai ser relativo a um ano no Brasil. A verdade é que a grade das disciplinas aqui são diferentes da grade da UFRJ, então muito provavelmente você terá que cursar pelo menos um ano a mais para terminar a sua graduação.  Fora isso, eu estou gostando muito do Programa. O dinheiro que o CNPq oferece é suficiente para você sobreviver (acredito que bem), podendo gastar com lazer e outras coisas como pequenas viagens, só depende de como você administra o dinheiro que você recebe. Não vejo falhas no sistema de ensino aqui, pelo contrário, acho que o Brasil deveria adotar um ensino semelhante.

ROTINA: A carga horária semanal das matérias da sua faculdade é diferente das da UFRJ? Se sim, você Poderia comentar como essa diferença de carga de aula ajuda no processo de ensino? O ensino é integral? Existe horário para estágio ou outras tarefas fora de sala de aula?
DOUGLAS: A Carga horária das matérias aqui é bem diferente. Geralmente, cada matéria tem 3 horas semanais divididas em dois dias, algumas matérias têm aula de laboratório que duram 3 horas uma vez por semana, e o máximo de matérias que você pode escolher são cinco.  Apesar de temos menos horas de aula, quase sempre há uma atividade para casa, o que chamaríamos de ED e Relatórios, o que é bom, pois faz com que você esta sempre estudando, o que resulta em melhores notas no final do período. Quanto a tempo livre para fazer outras atividades, com certeza, no meu caso eu só tive matérias de manha, o que me deixava com as tardes livres para fazer o que quisesse, sem contar o tempo que eu não perco no trânsito aqui.

ROTINA: Sobre as aulas em outro idioma são de fácil compreensão?
DOUGLAS: Para chegar aqui no intercambio e ir direto para aulas, você precisa ter um nível mínimo recomendado estabelecido pela universidade, caso você não o tenha, seu primeiro período aqui será estudando inglês. No meu caso, eu fui direto para as aulas e não tive problemas quanto a compreender o que os professores estavam passando.

ROTINA: Como é a infraestrutura e o oferecimento de material para estudo (bibliotecas, sala de estudo, internet, etc)?
DOUGLAS: A infraestrutura sem dúvida é muito boa. A biblioteca é gigante, com acesso a computadores para realização de trabalhos, scanners, impressoras e copiadoras para o uso dos alunos, com salas de estudos e locais para leitura em todos os andares e temos acesso a internet em qualquer lugar do campus, desde as salas de aula, refeitórios e academia.
  
ROTINA: Como é a chegada, busca por moradia e ambientação nos primeiros dias? Como é a acomodação? Demora muito para se acostumar? Como os alunos brasileiros são tratados?
DOUGLAS: A chegada aqui foi meio um choque. Primeiro, porque o clima é bem diferente. Sai do Rio de Janeiro em pleno verão e cheguei aqui no Canada, - 10 graus célsius, tudo coberto de neve. Então, você tem o choque cultural, mas isso são coisas que muito rápido se acostuma. No meu caso, não tive problemas em procurar moradia, pois moro no Campus da Universidade, numa casa de estudantes com: sala, cozinha, banheiros e quartos individuais. Os brasileiros, aqui no Canada, são muito bem tratados. Inclusive, na primeira semana aqui no Canada, tivemos uma palestra para os alunos de intercambio onde a palestrante falou: “Procure ser amigo de um brasileiro, eles sabem como se divertirem”. E claro quando você fala que é do Brasil, sempre te perguntam ‘se você gosta de futebol e do Neymar’.

Para saber mais sobre o projeto, clique no link ao lado:

Alias, quer participar compartilhando sua experiência aqui no Projeto “Rotina da Biomed na UFRJ”?
Envie sua inscrição no email: rotinadabiomednaufrj@gmail.com .
Se quiser, mande perguntas para esse email que  será enviada para os próximos entrevistados, e a próxima entrevista será uma aluna do módulo “Laboratórios”.


Quem será?