Pages

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Rotina da Biomed na UFRJ nº 001 - Larissa Mattos


Olá, Biomed’s!

Temos como post de hoje a primeira entrevista do projeto “Rotina da Biomed na UFRJ”. Como já sabe, esse projeto tem o intuito de mostrar de forma mais direta sobre a rotina dos estudantes nos laboratórios e no intercâmbio, aguçando a curiosidade dos calouros e veteranos com as várias linhas de pesquisa e conhecimentos que os laboratórios da UFRJ e das universidades do exterior proporcionam à nossa vida acadêmica.


A primeira entrevistada é Larissa Mattos, Biomed do 3º período, que vai compartilhar sua experiência no Laboratório de Neuroanatomia Comparada (NACO).

Fizemos algumas perguntas a ela, que podem auxiliar na escolha e como levar ‘essa rotina’ da melhor forma possível para um bom aproveitamento para vocês CALOUROS e VETERANOS.

Segue abaixo suas respostas: 


* Qual é o nível (biomolecular/celular/integrativa) seria seu estágio? Explique a linha de pesquisa, resumidamente, que você vem atuando. (Para que os Biomed’s possam conhecer melhor).

Meu estágio têm como foco a área celular e a pesquisa na qual estou inserida envolve determinar o número de células neuronais e não-neuronais nas várias regiões do encéfalo de um elefante. Conhecendo esses números e comparando-os com os de outros animais, inclusive humanos, já analisados pelo laboratório, será possível investigar regras de construção filogenéticas e ontogenéticas do encéfalo.

* Quando você começou a procurar estágio?

Comecei a procurar estágio no final do primeiro período.

* No início, você já sabia qual laboratório ou qual foco seria seu estágio?

Não. Tentei me guiar pesquisando um pouco sobre os laboratórios pelos quais demonstrei interesse, após olhar as opções na listagem do ICB.

* Quais foram os motivos para escolher esse laboratório?

Escolhi o NACO, basicamente, por ter sido um dos poucos laboratórios com os quais tive contato ainda no primeiro período. Conheci a linha de pesquisa, que me chamou bastante a atenção, através das aulas de Origem da Vida. Ao fim do primeiro semestre, selecionei alguns laboratórios na listagem disponível no ICB e saí batendo de porta em porta. Nem sempre era possível falar com os responsáveis e muitas vezes, também, não recebi boas explicações sobre as pesquisas e a rotina de cada laboratório. Por fim, o NACO foi o que me despertou mais interesse.

* Quais foram suas impressões nos primeiros dias de estágio?

Minhas impressões foram ótimas. Todos no laboratório foram receptivos e atenciosos. Tiveram paciência de explicar o projeto, as técnicas e de sanar minhas dúvidas. Como as pessoas eram agradáveis, o ambiente também se tornava agradável, de modo que era sempre bom poder estar lá, mesmo nas horas vagas. Além disso, lá temos bastante liberdade, apesar das cobranças em relação ao trabalho. Outra sensação que também experimentei foi a de maior responsabilidade – agora eu era responsável por um projeto de verdade, que provavelmente viraria um artigo, e tudo o que eu fizesse podia afetar o resultado final. Dava um pouco de medo, mas também era muito gratificante pensar no resultado final do seu esforço, com tudo dando certo.

* Teve alguma dificuldade durante o estágio?

Dificuldades, propriamente dizendo, não. Apenas dúvidas com as técnicas, com a pesquisa... Enfim. Coisa natural de quem está começando, acredito. E todas eram gentilmente sanadas pelos colegas de trabalho mais experientes.

* Quais técnicas e informações você aprendeu?

Dentre as técnicas, microscopia óptica de fluorescência, fracionamento isotrópico, contagem de células e imunologia. Quanto às informações, diversos tipos de conhecimentos associados à neurobiologia, fosse através da leitura de artigos ou dos seminários do laboratório.

* Além dos conhecimentos científicos e acadêmicos, teve outros tipos de conhecimentos no seu progresso de aprendizagem?

Sim. A experiência com o estágio me ensinou a ter mais responsabilidade, a ser mais cuidadosa e atenciosa e a trabalhar melhor em equipe.

* Ocorreram atividades-curriculares ou extras relacionados ao laboratório / estágio como: seminários, cursos e outros? Qual foi a importância dessas atividades para sua área acadêmica?

Sim. O NACO possui rotina de seminários, toda terça e sexta-feira, com apresentação de artigos e dados, respectivamente. A importância dessas atividades foi bastante relevante, pois fazendo parte dessa rotina, desde cedo, criei familiaridade com a leitura e interpretação de artigos científicos e também com a realização e apresentação de seminários. Esse tipo de prática me tornou mais crítica e, sobretudo, teve grande impacto nos meu desempenho em sala de aula, afinal, a apresentação de seminários é uma constante a partir do segundo período da Biomedicina. 

* Como é sua rotina semanal / mensal no laboratório?

Minha semana possui dois dias dedicados ao estágio – segundas e terças, pela manhã. Até algum tempo, no NACO, trabalhávamos com metas. Cada um dos envolvidos no projeto do elefante estabelecia metas no início do mês, as quais eram escritas num quadro e deviam ser cumpridas. Embora fosse um ato simples, era uma ótima maneira de nos organizarmos e até mesmo estimular o trabalho. Além disso, como já ressaltado, contamos com dois seminários semanais, n as terças e sextas.

Para a demanda de trabalho e tendo em vista o propósito do curso de Biomedicina, que é a formação de cientistas, acredito que a carga horária dedicada ao estágio deveria ser maior. E isso é, inclusive, motivo de descontentamento entre os orientadores. Devido ao grande número de aulas e ao horário apertado, quase não me sobra tempo para ir ao NACO fora dos horários realmente destinados a isso, infelizmente.

* Tem alguma dica para a procura de estágio?

Minha dica para encontrar um estágio interessante é pesquisar. Existe uma lista no ICB com todos os laboratórios cadastrados para estágio rotatório, além do endereço e do nome dos responsáveis pelos mesmos. A lista é imensa e muito, MUITO diversa. Cabe a cada um fazer o que eu fiz: lê-la por inteiro e marcar os nomes que mais interessam a uma primeira vista. Depois, pesquisar. Seja através da internet, seja conversando com pessoas da área, seja batendo na porta de cada laboratório. A escolha do estágio deve ser feita de forma consciente para não gerar arrependimentos. 


Para saber mais sobre o projeto, clique no link ao lado: http://www.caccf1.blogspot.com.br/2013/04/rotina-da-biome-na-ufrj.html


Alias, quer participar compartilhando sua experiência aqui no Projeto “rotina da Biomed na UFRJ”? Envie sua inscrição no email: rotinadabiomednaufrj@gmail.com . Se quiser, mande perguntas para esse email que faremos para os próximos entrevistados, e aproveite que a próxima entrevista será um aluno de “intercâmbio”. 
Quem será?

0 comentários:

Postar um comentário