Olá, Biomed’s!
Temos como post de hoje a primeira entrevista do projeto “Rotina da
Biomed na UFRJ”. Como já sabe, esse projeto tem o intuito de mostrar de forma
mais direta sobre a rotina dos estudantes nos laboratórios e no intercâmbio,
aguçando a curiosidade dos calouros e veteranos com as várias linhas de
pesquisa e conhecimentos que os laboratórios da UFRJ e das universidades do
exterior proporcionam à nossa vida acadêmica.
A primeira entrevistada é Larissa Mattos, Biomed do 3º período, que vai
compartilhar sua experiência no Laboratório de Neuroanatomia Comparada (NACO).
Fizemos algumas perguntas a ela, que podem auxiliar na escolha e como
levar ‘essa rotina’ da melhor forma possível para um bom aproveitamento para vocês
CALOUROS e VETERANOS.
Segue abaixo suas respostas:
* Qual é o nível
(biomolecular/celular/integrativa) seria seu estágio? Explique a linha de
pesquisa, resumidamente, que você vem atuando. (Para que os Biomed’s possam
conhecer melhor).
Meu estágio têm
como foco a área celular e a pesquisa na qual estou inserida envolve determinar o número de
células neuronais e não-neuronais nas várias regiões do encéfalo de um
elefante. Conhecendo esses números e comparando-os com os de outros animais,
inclusive humanos, já analisados pelo laboratório, será possível investigar
regras de construção filogenéticas e ontogenéticas do encéfalo.
* Quando
você começou a procurar estágio?
Comecei a procurar estágio no final do primeiro
período.
* No
início, você já sabia qual laboratório ou qual foco seria seu estágio?
Não. Tentei me guiar pesquisando um pouco sobre os
laboratórios pelos quais demonstrei interesse, após olhar as opções na listagem
do ICB.
* Quais
foram os motivos para escolher esse laboratório?
Escolhi o NACO, basicamente, por ter sido um dos poucos laboratórios
com os quais tive contato ainda no primeiro período. Conheci a linha de
pesquisa, que me chamou bastante a atenção, através das aulas de Origem da
Vida. Ao fim do primeiro semestre, selecionei alguns laboratórios na listagem
disponível no ICB e saí batendo de porta em porta. Nem sempre era possível
falar com os responsáveis e muitas vezes, também, não recebi boas explicações
sobre as pesquisas e a rotina de cada laboratório. Por fim, o NACO foi o que me
despertou mais interesse.
* Quais
foram suas impressões nos primeiros dias de estágio?
Minhas impressões foram ótimas. Todos no laboratório foram receptivos e
atenciosos. Tiveram paciência de explicar o projeto, as técnicas e de sanar
minhas dúvidas. Como as pessoas eram agradáveis, o ambiente também se tornava
agradável, de modo que era sempre bom poder estar lá, mesmo nas horas vagas.
Além disso, lá temos bastante liberdade, apesar das cobranças em relação ao
trabalho. Outra sensação que também experimentei foi a de maior
responsabilidade – agora eu era responsável por um projeto de verdade, que
provavelmente viraria um artigo, e tudo o que eu fizesse podia afetar o
resultado final. Dava um pouco de medo, mas também era muito gratificante
pensar no resultado final do seu esforço, com tudo dando certo.
* Teve
alguma dificuldade durante o estágio?
Dificuldades, propriamente dizendo, não. Apenas
dúvidas com as técnicas, com a pesquisa... Enfim. Coisa natural de quem está
começando, acredito. E todas eram gentilmente sanadas pelos colegas de trabalho
mais experientes.
* Quais
técnicas e informações você aprendeu?
Dentre as técnicas, microscopia óptica de
fluorescência, fracionamento isotrópico, contagem de células e imunologia.
Quanto às informações, diversos tipos de conhecimentos associados à
neurobiologia, fosse através da leitura de artigos ou dos seminários do
laboratório.
* Além
dos conhecimentos científicos e acadêmicos, teve outros tipos de conhecimentos
no seu progresso de aprendizagem?
Sim.
A experiência com o estágio me ensinou a ter mais responsabilidade, a ser mais
cuidadosa e atenciosa e a trabalhar melhor em equipe.
*
Ocorreram atividades-curriculares ou extras relacionados ao laboratório /
estágio como: seminários, cursos e outros? Qual foi a importância dessas
atividades para sua área acadêmica?
Sim. O NACO possui rotina de seminários, toda terça e sexta-feira, com
apresentação de artigos e dados, respectivamente. A importância dessas
atividades foi bastante relevante, pois fazendo parte dessa rotina, desde cedo,
criei familiaridade com a leitura e interpretação de artigos científicos e
também com a realização e apresentação de seminários. Esse tipo de prática me
tornou mais crítica e, sobretudo, teve grande impacto nos meu desempenho em
sala de aula, afinal, a apresentação de seminários é uma constante a partir do
segundo período da Biomedicina.
* Como é
sua rotina semanal / mensal no laboratório?
Minha semana possui
dois dias dedicados ao estágio – segundas e terças, pela manhã. Até algum
tempo, no NACO, trabalhávamos com metas. Cada um dos envolvidos no projeto do
elefante estabelecia metas no início do mês, as quais eram escritas num quadro
e deviam ser cumpridas. Embora fosse um ato simples, era uma ótima maneira de
nos organizarmos e até mesmo estimular o trabalho. Além disso, como já
ressaltado, contamos com dois seminários semanais, n as terças e sextas.
Para a demanda de
trabalho e tendo em vista o propósito do curso de Biomedicina, que é a formação
de cientistas, acredito que a carga horária dedicada ao estágio deveria ser
maior. E isso é, inclusive, motivo de descontentamento entre os orientadores. Devido
ao grande número de aulas e ao horário apertado, quase não me sobra tempo para
ir ao NACO fora dos horários realmente destinados a isso, infelizmente.
* Tem
alguma dica para a procura de estágio?
Minha dica para encontrar um estágio interessante é pesquisar.
Existe uma lista no ICB com todos os laboratórios cadastrados para estágio
rotatório, além do endereço e do nome dos responsáveis pelos mesmos. A lista é
imensa e muito, MUITO diversa. Cabe a cada um fazer o que eu fiz: lê-la por
inteiro e marcar os nomes que mais interessam a uma primeira vista. Depois,
pesquisar. Seja através da internet, seja conversando com pessoas da área, seja
batendo na porta de cada laboratório. A escolha do estágio deve ser feita de
forma consciente para não gerar arrependimentos.
Para saber mais sobre o projeto, clique no link ao lado: http://www.caccf1.blogspot.com.br/2013/04/rotina-da-biome-na-ufrj.html
Alias, quer participar compartilhando sua experiência aqui no Projeto “rotina da Biomed na UFRJ”? Envie sua inscrição no email: rotinadabiomednaufrj@gmail.com . Se quiser, mande perguntas para esse email que faremos para os próximos entrevistados, e aproveite que a próxima entrevista será um aluno de “intercâmbio”.
Quem será?




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